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Ano: 2026

Selo: Palatável Records

Gênero: Eletrônica, Darkwave

Para quem gosta de: Teto Preto e NoPorn

Ouça: Amor de Anjo, Vesúvio e Grito, Dano e Possessão

7.7
7.7

Vera Fischer Era Clubber: “Veras II”

Ano: 2026

Selo: Palatável Records

Gênero: Eletrônica, Darkwave

Para quem gosta de: Teto Preto e NoPorn

Ouça: Amor de Anjo, Vesúvio e Grito, Dano e Possessão

/ Por: Cleber Facchi 25/09/2026

Insaciáveis, as integrantes do Vera Fischer Era Clubber decidiram não perder tempo. Pouco mais de um ano após o lançamento do primeiro álbum de estúdio, Veras I (2025), o grupo niteroiense retorna com um novo disco de inéditas, Veras II (2026). Próximo e, ao mesmo tempo, distante do registro que o antecede, o trabalho de dez faixas segue a trilha soturna apontada no antecessor, sem jamais se repetir criativamente.

Mais uma vez acompanhadas pelo produtor Augusto Feres, Malu, Pek0, Vickluz e Crystal se aventuram em meio a canções que atravessam a noite do Rio de Janeiro, detalham personagens e confessam desejos cada vez mais explícitos. Não por acaso, Calcinha Gozada, curiosa parceria com Katy Da Voz e As Abusadas, foi justamente a faixa escolhida pelo quarteto niteroiense para preparar o terreno para o restante do material.

Deliciosamente suja e marcada pela produção retorcida, quase industrial, a composição destaca o esforço do grupo em testar novas possibilidades em estúdio. Exemplo disso fica ainda mais evidente em Amor de Anjo, faixa que vaga pelos anos 1980, destacando o acréscimo de novas camadas instrumentais que ainda se engrandecem pela presença de Kiko Dinucci, com quem Crystal colaborou no recente Medusa (2026).

Mesmo na ausência de convidados, o grupo continua a se desafiar criativamente. Em Prantos, por exemplo, é o ampliado catálogo rítmico que chama a atenção. Já em Grito, Dano e Possessão, batidas destacadas se entrelaçam em meio a sintetizadores nostálgicos. Nada que impeça a banda de dialogar com o pop, como na faixa de abertura, Quero Que Se Foda, composição que revela o lado melódico do quarteto em estúdio.

Apesar do esforço em explorar novos caminhos, o minimalismo excessivo de determinadas canções cria uma sensação de obra incompleta. É o caso de Buceta Gay, música que discute gênero de forma divertida e descomplicada, porém parece livre do mesmo acabamento explícito em outras faixas ao longo do registro. O mesmo acontece em Chic Chic, canção que pouco avança criativamente em relação ao trabalho anterior.

Ainda assim, a atenção aos detalhes prevalece na maior parte do tempo. Da ambientação etérea de Feitiço, com uma das letras mais poderosas do disco, passando pela fluidez de Vesúvio, canção que mergulha nas inquietações de Crystal, sobram instantes em que o quarteto cresce em estúdio. É como uma extensão do trabalho anterior, mas que a todo momento aponta para outras direções, diferentes ritmos e temáticas.

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Jornalista, criador do Música Instantânea, integrante do podcast Vamos Falar Sobre Música e membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Já passou por diferentes publicações de Editora Abril, foi editor de Cultura e Entretenimento no Huffington Post Brasil, colaborou com a Folha de S. Paulo e trabalhou com Brand Experience e Creative Copywriter em marcas como Itaú e QuintoAndar. Pai do Pudim, DJ nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.

Jornalista, criador do Música Instantânea, integrante do podcast Vamos Falar Sobre Música e membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Já passou por diferentes publicações de Editora Abril, foi editor de Cultura e Entretenimento no Huffington Post Brasil, colaborou com a Folha de S. Paulo e trabalhou com Brand Experience e Creative Copywriter em marcas como Itaú e QuintoAndar. Pai do Pudim, DJ nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.