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Crítica

Magnólia

: "Ternura e Violência"

Ano: 2026

Selo: +Um Hits

Gênero: Rock, Screamo

Para quem gosta de: Quedalivre e Jonabug

Ouça: Temporada de Amoras e Seja Delicado Por Favor

7.7
7.7

Magnólia: “Ternura e Violência”

Ano: 2026

Selo: +Um Hits

Gênero: Rock, Screamo

Para quem gosta de: Quedalivre e Jonabug

Ouça: Temporada de Amoras e Seja Delicado Por Favor

/ Por: Cleber Facchi 17/09/2026

Com o título de Ternura e Violência (2026), fica bastante claro o caminho percorrido pelos integrantes da Magnólia no quarto e mais recente álbum de inéditas da carreira. Dividido entre momentos de calmaria e caos, o registro escancara a força poética de Caru Frascaroli, artista que abandona o formato em carreira solo para dialogar em estúdio com os músicos Fábio Shiguemor, Davi Scarpa, Luccas Leme e Maya Soares.

Inaugurado pela atmosfera fúnebre da canção que dá nome ao disco, Ternura e Violência se aprofunda em temas que há muito orbitam o universo criativo de Frascaroli. São composições que tratam sobre questões de saúde mental, momentos de maior vulnerabilidade emocional e relacionamentos instáveis. A diferença está na forma como a artista se permite avançar em estúdio, usando a banda como um importante alicerce.

Enquanto nos discos anteriores imperava o reducionismo dos elementos, efeito direto do modo de criação solitário de Frascaroli, em Ternura e Violência as dinâmicas e funções de cada membro da banda parecem bem definidas. Das guitarras melódicas de Shiguemori e Lema à linha de baixo de Scarpa e bateria versátil de Soares, tudo contribui para o engrandecimento dos versos berrados pela vocalista ao longo do registro.

Claro que essa mudança de direção não interfere na entrega de faixas ainda íntimas dos antigos trabalhos de Frascaroli. Em Amar É Assistir Alguém Morrer, por exemplo, perceba como cada elemento avança em uma medida particular de tempo, destacando a sensibilidade da artista. A própria Neep, atravessada por trechos do filme Os Famosos e os Duendes da Morte (2009), reforça o direcionamento contido do material.

Entretanto, é quando alcança um ponto de equilíbrio entre o passado e a fase mais recente da banda e os antigos registros que Frascaroli e seus companheiros garantem algumas das melhores faixas do disco. Do diálogo com o emo, na cantarolável Temporada de Amoras, passando pelo curioso cruzamento de estilos da derradeira Seja Delicado Por Favor, sobram instantes de rica experimentação do quinteto paulistano.

Dessa forma, mesmo que muitos dos temas explorados por Frascaroli ao longo do trabalho não ofereçam mudanças significativas em relação aos antigos discos da banda, a rica musicalidade tinge o material com ineditismo. Produzido em parceria com Alexandre Capilé e Gabriel Zander, Ternura e Violência preserva a essência do projeto ao mesmo tempo em que aponta novas direções, sejam elas sonoras ou emocionais.

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Jornalista, criador do Música Instantânea, integrante do podcast Vamos Falar Sobre Música e membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Já passou por diferentes publicações de Editora Abril, foi editor de Cultura e Entretenimento no Huffington Post Brasil, colaborou com a Folha de S. Paulo e trabalhou com Brand Experience e Creative Copywriter em marcas como Itaú e QuintoAndar. Pai do Pudim, DJ nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.

Jornalista, criador do Música Instantânea, integrante do podcast Vamos Falar Sobre Música e membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Já passou por diferentes publicações de Editora Abril, foi editor de Cultura e Entretenimento no Huffington Post Brasil, colaborou com a Folha de S. Paulo e trabalhou com Brand Experience e Creative Copywriter em marcas como Itaú e QuintoAndar. Pai do Pudim, DJ nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.