Ano: 2026
Selo: Third Man Records
Gênero: Rock
Para quem gosta de: The Raconteurs e The Dead Wather
Ouça: Derecho Demonico, Dollar Bill e You’ll Never Fix Me
Ano: 2026
Selo: Third Man Records
Gênero: Rock
Para quem gosta de: The Raconteurs e The Dead Wather
Ouça: Derecho Demonico, Dollar Bill e You’ll Never Fix Me
Quanto mais minimalista e próximo daquilo que produziu no The White Stripes, melhor o trabalho de Jack White. Passado o renascimento criativo em No Name (2024), o cantor, compositor, produtor e empresário norte-americano retorna com Frozen Charlotte (2026, Third Man Records), álbum que mantém a boa forma do disco anterior e concede ainda mais liberdade às sempre características guitarras do músico de Detroit.
Atravessado por histórias de personagens paranoicos, violência e figuras sobrenaturais, Frozen Charlotte nasce como uma tentativa racional do artista em encarar o mundo louco em que vivemos. Conhecido pela postura contrária a Donald Trump e bastante explícito em suas críticas ao presidente dos Estados Unidos, o músico encontra na arte uma forma de expurgar seus demônios e dialogar de forma ácida com a realidade.
Entretanto, para além do lirismo atormentado, conceito também explorado em obras como Get Behind Me Satan (2005), a grande força criativa do material gira em torno das guitarras e dos temas instrumentais do trabalho. Enquanto celebra os 25 anos de White Blood Cells (2001), registro que o posicionou como um dos principais músicos da cena norte-americana, White segue tão entusiasmado quanto no começo de carreira.
Do momento em que tem início, em G.O.D. And The Broken Ribs, cada nova música leva à canção seguinte, com o artista destilando uma coleção de riffs mergulhados em efeitos e distorções tão inebriantes quanto aqueles apresentados em Blunderbuss (2012), no começo dos trabalhos em carreira solo. Difícil passar por faixas como Derecho Demonico, You’ll Never Fix Me ou Dollar Bill e não sair completamente transtornado.
Ainda que os holofotes apontem para White com merecido destaque, um dos principais acertos do registro está na banda de apoio do artista. Da bateria calculada de Patrick Keeler, com quem tem colaborado desde o disco anterior, passando pelos teclados delirantes de Bobby Emmett, único instrumento que rivaliza com as guitarras, desde os trabalhos com o The Raconteurs que o músico não encontrava parceiros à sua altura.
Embora entusiasmado e ainda mais diverso do que o álbum anterior, Frozen Charlotte está longe de propor alguma ruptura tão significativa no trabalho de White. Enquanto aproveita para confessar algumas de suas principais referências criativas para além do blues rock, como AC/DC e The Who, o guitarrista usa o disco para aprimorar o próprio repertório e reafirmar seu papel como um dos mais importantes da música atual.
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Jornalista, criador do Música Instantânea, integrante do podcast Vamos Falar Sobre Música e membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Já passou por diferentes publicações de Editora Abril, foi editor de Cultura e Entretenimento no Huffington Post Brasil, colaborou com a Folha de S. Paulo e trabalhou com Brand Experience e Creative Copywriter em marcas como Itaú e QuintoAndar. Pai do Pudim, DJ nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.
Jornalista, criador do Música Instantânea, integrante do podcast Vamos Falar Sobre Música e membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Já passou por diferentes publicações de Editora Abril, foi editor de Cultura e Entretenimento no Huffington Post Brasil, colaborou com a Folha de S. Paulo e trabalhou com Brand Experience e Creative Copywriter em marcas como Itaú e QuintoAndar. Pai do Pudim, DJ nas horas vagas e adora ganhar discos de vinil de presente.